domingo, 27 de março de 2011

Estrela em Crise


Beleza, sei que faz bastante tempo que o blog não é atualizado e isso se deu em decorrência de uma série de fatores: Volta às aulas na faculdade, crise de criatividade e, confesso, preguiça. Mas o que me leva a vir postar atualizações às 02:.21hr numa madrugada de sábado? Pois bem, a enorme insatisfação e, mais que isso, a preocupação de um fã.

Vamos começar contextualizando as coisas: 2011, Britney Spears anuncia o lançamento de seu álbum, "Femme Fatale", para o dia 29 de março, lança o 1º single "Hold It Against Me" acompanhando de um clipe que faz um tributo à sua carreira, alcança o 1º lugar nas paradas musicais mais importantes do planeta, recebe uma avalanche de críticas positivas acerca do cd, lança o 2º single, "Till The World Ends" e, novamente, é bombardeada com boas críticas, apontando-a inclusive, como Rainha da Dance Music atual. Certo, se pensarmos em tudo que Spears viveu nos últimos anos, ela se encontra atualmente numa posição BEM melhor do que muitos imaginariam, até mesmo os mais otimistas. Mas apesar de todo o barulho que a música da loira ainda é capaz de causar na indústria atual, como fã, ainda não me sinto confortável com algumas coisas. E sou obrigado a admitir que esse post é mais que uma crítica, é um desabafo.

Eu cresci vendo uma Britney explosiva, dançante, sexy, provocante, feliz e animada sobre um palco. Me acostumei em ser fã de uma das maiores artistas que o mundo já viu. Sempre pude opinar quando o assunto era sobre qual cantora era melhor na arte da dança, qual tinha os fãs mais fieis, fazia as melhores músicas. Quando algum programa de Tv abordava a carreira dos artistas mais bem sucedidos da década, Spears estava lá. Quando eram enumerados os grandes e mais influentes singles lançados nos últimos anos, Spears estava lá. Em suma, qualquer pessoa que teve sua adolescência regida pela sensualidade e pelo som da Miss Sonho Americano se acostumou em adorar e venerar A artista. Não havia mais ninguém, somente ela. E por que tal sensação? Porque muito além de pôr o mundo aos seus pés, Britney fazia isso com amor. E hoje? Depois de quase 13 anos e uma conturbada vida pessoal, como Britney é vista por nós? Ok, é inegável o fato de que ela superou os problemas que enfrentou nos últimos anos com muita garra e coragem, deu a volta por cima com maestria, conseguiu mais status, vendas, prêmios. O problema é que Britney parece não fazer mais nada disso com amor. Sim, o mesmo amor de outrora. Vamos às constatações:

2009: Tem início a "The Circus Starring Britney Spears": Primeira turnê mundial de Britney desde 2004. Arrecadou milhões, foi considerada uma das mais bem sucedidas da história. E o que se vê nela? Uma Britney apagada, aparentemente sempre insatisfeita com alguma coisa. Uma Britney arriscando passos sem graça, frios, e, me arrisco a dizer, ruins. Os fãs (embora os mais alienados insistam em considerar essa como a sua maior turnê) tentaram a todo o tempo arranjar desculpas e justificar a razão pela qual Britney agia daquela forma sobre os palcos. Ouvi coisas desde "Ah, a fratura do joelho em 2004 e a operação a qual foi submetida a impedem de dançar como antes" até "Ela não tem mais 20 anos, tem dois filhos e já passou por muita coisa", chegando até "Ela simplesmente não dança porque não quer" e "Do que você tá falando? Ela tá dançando melhor que nunca!" (lembra dos alienados de que falei? Então... Hehe). Povo, sejamos sinceros: Britney não dançou nada em sua última turnê. E mais do que isso, ela parecia subir no palco obrigada. Não somente lá, mas também em suas performances do "Good Morning America", "Bambi Awards", "Star Academy" etc. Em todas elas pudemos ver uma linda e sorridente Britney que parecia tentar, tentar e tentar convencer seu público de que estava feliz em estar trabalhando, que ama dançar e se apresentar, mas isso NUNCA pôde ser visto de fato. "É só insegurança", eu repetia pra mim mesmo durante todo esse tempo. "Isso logo passa."


Pois cá estamos nós, em 2011 e finalmente (depois de seus singles recém-lançados perderem força nas paradas musicais) são iniciadas as divulgações de seu último álbum. Ela começou com um pocket show na boate Rain, em Los Angeles no dia 25/03. Somente algumas músicas, uma pequena apresentação mesmo. Ansiedade, curiosidade, preocupação. Uma amálgama de tudo isso foi sentida pela maioria dos fãs. E eis que ela surge no palco, uma vez mais... aparentando estar em sua melhor forma. E não foi dessa vez. Novamente, o que vimos foi uma Britney sem energia, sem vontade, sem habilidade para a dança, sem vida. "Britney em seu incrível retorno!" é o que todos anunciam ao redor do mundo. Mas pelas minhas contas, esse já é o suposto 3º retorno. Não me entendam mal! Eu tenho consciência do sucesso que Spears ainda é capaz de fazer, sei de suas vendas significativas, sei do delírio que ela leva aos fãs, sei, mais do que ninguém, do legado intocável que ela carrega consigo através dos anos. Mas temo que isso não seja mais suficiente. Ela não divulga mais seu trabalho e quando o faz, faz de forma sem graça, sem paixão. Paixão! Aquela que citei no começo da postagem, aquela que não saía dos olhos de Britney e que, hoje em dia só pode ser de fato vista, quando ela está em algum momento reservado com seus dois filhos. "Como é bom estar de volta aos palcos!", disse ela em seu Twitter. Mas não é isso que sua desenvoltura nos diz. Embora em suas entrevistas ela sempre diga que se esforçou ao máximo para gravar o álbum e que faz tudo pelos seus fãs, definitivamente não é isso que ela sente. É como se cada passo, cada movimento dela fosse feito somente pra cumprir os contratos com a gravadora. Não existe mais a espontâneidade em sua rotina. Ela tornou-se robótica, anacrônica, tornou-se finalmente, uma marionete. Não entendo a razão pela qual ela age assim. Ninguém "desaprende" a dançar. A idade também não é desculpa. Madonna taí pra nos mostrar isso. Coreografias incrivelmente elaboradas e executadas? Onde? Hoje em dia elas pertencem somente à Beyoncé. Prazer em suas divulgações? Lady GaGa sim, sente isso.



Talvez isso tudo seja fruto do processo nocivo ao qual ela foi exposta durante seu período mais negro. Britney cresceu sendo venerada por um mundo inteiro. E foi esse mesmo mundo que arrancou tudo a qual ela se sentia segura, que lhe deu uma rasteira e tomou dela sua dignidade, sua privacidade, sua vida. Talvez ela não tenha mais a menor vontade de se apresentar para esse mundo tão vil, atroz. Talvez não tenha o menor interesse em ser o centro das atenções, das notícias, dos holofotes, em ser a melhor cantora, a melhor dançarina, em protagonizar a sangrenta competição que suas colegas de profissão enfrentam para constatarem quem reiventa, choca e cria mais. Talvez ela não dê mais a mínima para os fãs ou talvez eles sejam o único motivo pelo qual ela ainda ensaie, grave músicas e se apresente (embora não consiga fazer isso com a mesma vontade que antes). Tudo o que temos agora são suposições, deduções, acusações, perguntas sem respostas. E talvez, lamentavelmente, jamais saibamos a verdade por trás disso.

O furacão Britney Spears não mais existe. Ele só permanece presente em nossas memórias e documentado em milhares de apresentações épicas. E sim, sentiremos falta dele.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Análise: The Gates


Alguma vez você já experimentou assistir uma série sem saber do que ela se trata? Quero dizer, sem saber MESMO do que se trata? Você senta no sofá e começa a assistir, sem nunca ter lido uma sinopse, visto um comercial ou sequer ouvido um comentário. Eu tive essa experiência pela primeira vez ontem enquanto assista ao primeiro episódio da série "The Gates" (série da ABC, que estreou nos EUA em junho de 2010), pela FOX, e confesso que me surpreendi em cada cena, cada vez que ia descobrindo o que ela abordava. No primeiro momento, ao ver o luxuoso condomínio homônimo e as pessoas que nele vivem, bem como um certo acidente de carro que quase ocorrera, imediatamente achei que tava vendo alguma série à la "Desperate Housewives", mas digamos que errei feio. Hehe

A série começa mostrando os domínios do renomado e tradicional condomínio familiar "The Gates", um conjunto habitacional famoso por conceder aos seus moradores uma vida isolada do mundo exterior e um nível de segurança nunca antes visto. Uma quase Teri Hatcher (risos) sai de casa e vai até o quintal, quando repara que sua "filha" persegue seu skate pela rua. No mesmo momento, na estrada, um carro avança em alta velocidade e não aparenta ter visto a garotinha. A mulher fica apavorada e corre em direção à criança, que fica estática ao ver o carro se aproximando. Felizmente (ou não), o motorista desvia da menina num movimento brusco e enterra com o carro num obstáculo. A mãe verifica se a filha está bem e a coloca no carro da vizinha, que costuma levá-la pra escola. Então a dona de casa vai checar o estado do motorista, que está sangrando devido a um corte bem feio no supercílio. Até então, eu não tinha entendido a razão da mulher olhar pro corte com aquela cara tão, digamos... preocupada. Ela então o convida pra entrar e começa a fazer um curativo. Bem mais do que isso, na verdade, ambos começam a fazer insinuações, jogam piadas, rola aquele clima de sedução e pimba! A furada tá armada. Eu já deveria saber o que viria a seguir quando ela repara pela 2ª vez no sangue do cara, dessa vez no algodão, mas acho que tava com muito sono pra conseguir ligar os pontos. Eis que então ela o atrai pra mesa da cozinha, cheira a nuca dele e... o morde. Sim, ela ejetou os caninos, agarrou no pescoço e começou a sugar. Logo depois ela o joga na pia, deixa o sangue escorrer pela mesma e se banqueteia. Sim, meus amigos, o que começou com uma versão mais refinada de "Desperate Housewives", agora me remetia a "Nosferatu", "Drácula de Bram Stoker", "True Blood", "Vampire Diaries", "Crepúsculo", "Buffy", "Angel" (...). Essa aí foi minha primeira surpresa. Então a série fala de vampiros, afinal? Sou obrigado a dizer que já tô meio de saco cheio de programas com temática vampiresca, mas resolvi dar uma chance. Mais surpresas estariam por vir. A série segue com a chegada do protagonista Nick Monohan (Frank Grillo) e sua família no condomínio. Ele veio de Chicago pra assumir o cargo de novo chefe de polícia. Monohan teve alguns problemas em seu cargo anterior ao matar a sangue frio um estuprador e assassino desarmado, o que deixou a galera dos Direitos Humanos furiosa e isso quase custou seu emprego. Isso ainda o assombra um pouco, bem como ao resto da família. Prosseguindo, cada um deles segue seu rumo em sua nova vida: O pai vai pro trabalho conhecer sua nova equipe, a mãe, Sarah Monohan (Marisol Nichols) fica em casa desempacotando as coisas (e recebe inclusive, a visita da vampira Claire Radcliff (Rhona Mitra), que parece interessada em sondar os novos moradores do condomínio) e os filhos Charlie (Travis Caldwell) e Dana (McKaley Miller) seguem para a nova escola. Lá, Charlie conhece uma menina, Andie Bates (Skyler Samuels) e os dois se aproximam muito rápido, deixando o namorado de Andie, Brett Crezski (Colton Haynes) bastante desconfortável. Entre ameaças, troca de olhares e desentendimentos, acaba sendo revelado que Brett é um lobisomem e faz parte de uma matilha. Que maravilha! Mais uma série com rixas entre licantropos e sanguessugas. Quando descobri isso, desanimei completamente. Imediatamente comecei a lembrar de toda a história da "Saga Crepúsculo" e me questionei se queria realmente rever tudo aquilo. Mas fui adiante. Depois, o marido de Claire, Dylan Radcliff, (Luke Mably) chega em casa de viagem. Ele abraça a esposa e de repente sente um cheiro estranho. Violentamente ele insere os dedos em sua boca e reconhece o cheiro de sangue. Furioso, pergunta a ela onde o corpo de sua mais recente vítima está. Aparentemente arrependida, ela o leva até uma espécie de freezer e mostra o corpo do homem. Dylan também é um vampiro. Aparentemente, eles tentam viver no anonimato no condomínio da forma mais discreta possível para que não precisem se mudar (Alô, Stephenie Meyer!). Para isso, se alimentam do sangue cedido por Dylan de seu emprego, uma espécie de Empresa que lida com biomedicina e por essa razão ele não aceita que a esposa faça vítimas, principalmente no The Gates. Eles também se preocupam com o bem estar da "filha" (que aparentemente é só mais uma ferramenta para que eles se encaixem na vida normal de um ser humano, embora Dylan demonstre muito afeto e carinho por ela. Ainda não foi revelada a verdadeira situação e papel da menina, mas acredito que tenha sido adotada). Na delegacia, Nick investiga com seus colegas o misterioso desaparecimento do homem que sofreu o acidente de carro, entrou na casa dos Radcliff e jamais saiu de lá. Eles avaliam as câmeras de segurança e verificam que a que filma o setor da casa de Clair e Dylan fora desativada logo depois do acidente de carro. Nick suspeita e resolve interrogá-los. Na casa deles, Clair afirma que o homem saiu de sua casa depois de ter recebido assistência e Dylan, muito aflito, começa a responder as perguntas por Clair, o que deixa Nick ainda mais desconfiado dos Radcliff. Nesse momento se inicia uma investigação autônoma por parte de Nick sobre seus vizinhos. Conforme o seriado avança, o que fica claro é que não somente vampiros e lobisomens vivem no local, mas também bruxas que possuem lojas de ervas e produtos místicos e súcubos, inclusive a própria Andie, que são demônios em formas femininas que invadem os sonhos dos homens a fim de ter relações sexuais e assim roubar sua energia vital.

Nem "Crepúsculo", nem "Van Helsing", "The Gates" leva a mitologia de horror a outro nível. Como disse no início desse post, as surpresas foram me pegando aos poucos desde que comecei a assistir a série. Fiquei aliviado ao notar que não seria SOMENTE mais uma história de vampiros e lobisomens, mas sim um banquete farto com uma colcha de retalhos de seres mitológicos convivendo num local fechado e isolado do resto do mundo. As vozes da versão dublada também deixam bastante a desejar, naquele estilo bem bagação mesmo, mas nada que te faça desistir de acompanhar. No geral, o balanço da série foi bem positivo e mostrou-se um programa deveras interessante. Infelizmente, nem todos concordaram e a série já foi cancelada nos Estados Unidos, deixando os novos fãs como eu descontentes ao se conformarem com apenas uma temporada (o que eu acho um absurdo, visto que existem tantas outras séries muito inferiores a essa que continuam no ar por pelo menos 3 temporadas). Tenho certeza que "The Gates" cairia nas graças do público se continuasse no ar por mais um tempo. Entretanto a exibição aqui no Brasil acabou de ser iniciada e você pode conferir todas as quartas, às 21:00hr pela FOX. Se interessou? Curte aí um teaser feito pela emissora pra promover a série.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Sessão Recomendo: No Ordinary Family



Imagine fazer uma viagem com sua família e sofrer um acidente de avião no meio da floresta amazônica. Meio louco né? Pois imagine então se após esse acidente você adquire superpoderes de forma misteriosa. É, bem mais louco. Agora tente imaginar descobrir que além de você mesmo, todos os outros membros da sua família também descobriram ter habilidades sobre-humanas. Não, não é um uma nova história em quadrinhos da Marvel criada por Stan Lee. Esse é o enredo de "No Ordinary Family", série produzida pela ABC Studios que estreou no dia 28 de Setembro do ano passado nos Estados Unidos e vem sendo transmitida aqui no Brasil pela Sony, toda sexta-feira às 21:00hr.

Os Powell são uma típica família de classe média alta dos Estados Unidos que embarcam em uma viagem pela América do Sul organizada pelo patriarca Jim (Michael Chiklis - "Quarteto Fantástico", "The Shield") numa tentativa desesperada de restaurar seu equilíbrio familiar após uma série de crises pessoais tais como a queda da relação com sua esposa Stephanie (Julie Benz - "Jogos Mortais 5", "Angel", "Taken") após 16 anos de casamento na rotina e o afastamento de seus filhos adolescentes Daphne (Kay Panabaker "Summerland") e JJ (Jimmy Bennett - "Star Trek", "A Órfã", "O Expresso Polar") devido a dificuldade de balancear sua vida profissional com a pessoal. Durante a viagem, o avião em que estavam sofre um acidente e cai no meio da floresta tropical brasileira, onde são expostos à uma misteriosa substância brilhante e posteriormente eles descobrem que ganharam superpoderes.

A partir daí, surge outro dilema na família (enfrentado por pelo menos 90% dos super-heróis): usar os dons adquiridos para ajudar as pessoas ou permanecer no anonimato como se nada tivesse acontecido? Enquanto Jim sente-se útil e muito mais vivo enquanto faz justiça com as próprias mãos defendendo a cidade de pequenos delitos criminosos, Stephanie insiste em dizer que essa é uma atitude arriscada e que pode acabar colocando não só a vida de seu marido, como a de toda família em risco. No entanto, após algumas situações que os forçam a trabalharem juntos como heróis, ambos terminam por perceber que o incidente acabou restabelecendo a conexão familiar que havia sido perdida e a chama do casamento foi finalmente acesa novamente.

Quando os Powell percebem que não os únicos com habilidades sobre-humanas, porém, surge outro problema : Uma possível experiência vem sendo realizada com pessoas comuns que têm sua estrutura genética modificada artificialmente para que desenvolvam habilidades especiais. É aí que assumem de vez o papel de super-heróis com o intuito de preservar a vida das pessoas que os cercam, bem como descobrir de vez o que houve com sua família e como ganharam seus dons.


As habilidades especiais:

Jim Powell: O pai, policial responsável por desenvolver retratos falados de criminosos que ganha superforça e semi-invulnerabilidade. Consegue realizar saltos incrivelmente altos por cima dos prédios, erguer grandes quantidades de peso e é resistente ao fogo. Seu ponto fraco é a synocsate, uma substância química que anula seus poderes.


Stephanie Powell : A mãe, cientista que trabalha na Global Tech. Possui o dom da super-velocidade, o que a permite percorrer grandes distâncias em pouquíssimo tempo. Também tem um metabolismo acelerado, o que a faz se curar rapidamente de ferimentos.


Daphne Nicole Powell: A filha do casal. Possui habilidades telepáticas tais como o dom de ler a mente das pessoas e até mesmo a alteração das memórias através do contato físico com elas.


Jim Junior "JJ" Powell: O filho, apresenta o dom da superinteligência. É possível que leia em alta velocidade e retenha facilmente uma grande quantidade de informação apenas olhando as páginas, embora só consiga se lembrar do que absorveu por mais ou menos 6 horas. Também é possível que aprenda outros idiomas rapidamente e perceba o ponto fraco de seus inimigos antes de atacá-los através de uma rápida análise dos mesmos. É exímio em problemas matemáticos e questões que envolvam física ou mecânica, o que o torna um excelente estrategista.


Como fã assumido de super-heróis, preciso dizer que estranhei um pouco esse tema numa série de Tv, mas ao mesmo tempo fiquei bastante animado e resolvi conferir antes de formar qualquer opinião. O resultado não poderia ter sido mais positivo e surpreendente e, após alguns episódios, me vi inteiramente viciado na série. Apesar do conceito ser bastante batido em HQ's, desenhos ou filmes, não é o tipo que se aborda em seriados de Tv. As atuações não são das melhores, mas até que convencem. A direção, no entanto, é bem conduzida e adiciona à trama uma série de sensações mistas tais como suspense e até mesmo comédia, da forma mais descontraída possível. "No Ordinary Family" é um programa divertido e inovador. Mas, acima de tudo, é um presente bem legal pros HQ's maníacos que adoram ver o tema que mais amam ser abordado de forma séria e com o respeito que merece.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Vai fazer barulho? "Hold It Against Me"


Em quase 13 anos de carreira, Britney Spears já nos mostrou diversos atributos únicos em sua performance sem igual como artista, mas sem dúvida alguma o que mais se destaca entre eles é sua capacidade de ressurreição e reinvenção. Mesmo depois de uma série de altos e baixos em sua vida pessoal (que com certeza destruiriam quase que instantâneamente a carreira da maioria dos artistas) a loira sulista tem conseguido se manter nos holofotes desde seu período mais negro. Conseguiu lançar dois álbuns de inéditas muito bem recebidos pela crítica e público, uma coletânea, alcançou o #1 da Billboard Hot 100 com dois singles bem sucedidos, ganhou uma série de prêmios, fez uma das turnês mais lucrativas da história, participou de uma das séries mais populares da tv atualmente e etc.

No final do ano passado, foi confirmado que Britney lançaria um álbum de inéditas no 1º semestre de 2011 e as expectativas já começaram a partir daí. Rumores acerca do lançamento do disco, dos singles e da divulgação já começaram a borbulhar ao redor do mundo. Até que veio a confirmação do nome da mais nova música de trabalho da cantora. "Hold It Against Me" (algo como "Pressione Contra Mim") é parte do mais novo álbum de estúdio sem nome definido e foi lançada mundialmente nas rádios ontem, dia 11/1/11 (Coisa de profecia né? Hehe). Alguns dias antes, uma demo mais crua e ainda não finalizada do single na voz de outra cantora tinha vazado na internet. A própria Britney se pronunciou a respeito dela em sua página oficial do twitter: "Ouvi uma versão demo do meu novo single que foi vazada. Se vocês a acharam boa, esperem até ouvirem a verdadeira na terça." E ela não estava brincando. "Hold It Against Me" já fez história com apenas 1 dia de lançamento: A música já alcançou o 1º lugar em cerca de 14 países, incluindo Estados Unidos, Espanha, México, Portugal, Grécia, França, Noruega, Nova Zelândia e mais. A previsão é que mais países a tenham em 1º em breve. A popularidade também pode ser vista no ITunes, onde a música não para de subir e já ficou em 1º lugar no ranking dos EUA após 8 horas de lançamento. A faixa também vem sendo responsável pela quebra de uma série de recordes. Foi certificada como a faixa mais tocada em 1 único dia na história das rádios americanas. O recorde anterior pertencia à Mariah Carey com "We Belong Together". Segundo a Billboard, a música também teve o maior debut de um single em todos os tempos, superando cantores como Madonna e Michael Jackson. Os portais online e críticos especializados já garante que a música vai ser um dos maiores hits da carreira de Britney e que seu desempenho monstruoso é simplesmente assustador.

Mas afinal, qual é a de "Hold It Against Me"? Por que tanto sucesso? Bem, a música possui batidas agressivas e intensas incrivelmente viciantes e dançantes, que é um de seus maiores trunfos e faz com que já tenha lugar garantido nas pistas. Britney já tinha flertado com a música eletrônica em "Blackout" (2007) e agora repete a dose da melhor forma possível, com um dinamismo sem igual. O que também me chamou muito a atenção foi sua performance vocal. Ultimamente, Britney vinha apresentando sua voz de forma cada vez mais robótica e cercada por uma grande quantidade de auto-tune, o que é bem eficaz em uma faixa ou outra mas acaba se tornando um ponto negativo quando se torna muito frequente. Em "HIAM", (como a música vem sendo abreviada e divulgada na internet) por outro lado, isso ficou de lado e é possível perceber facilmente o verdadeiro potencial vocal inusitado e único de Spears, que canta com uma voz muito mais natural e humana, da forma como os fãs estavam acostumados a ouvi-la em seus primeiros álbuns.

Confesso que como fã desde o início de sua carreira, eu estranhei um pouco a música. É como se faltasse um toque especial que me remetesse à Britney, como uma assinatura ou algo do tipo. Mas nada que torne a música ruim. Na verdade, é um de seus melhores singles dos últimos anos e supera inclusive "3", que foi o mais recente. "Hold It Against Me" é simplesmente algo diferente de tudo que Britney já fez em sua carreira. E pessoalmente, acho que esse é um dos maiores motivos pro desempenho explosivo e meteórico do single. Em um dia, fez barulho equivalente a meses de repercussão e você ainda vai ouvir muito sobre a faixa por aí.

Uma vez mais, Britney provou ser parte vitalícia da realeza do pop. Provou que uma artista de verdade pode se ausentar da cena musical por um tempo e mesmo assim retornar de forma triunfal como uma verdadeira fênix com destino certo ao topo das paradas mundiais. Como ela mesma inicia na letra de seu mais novo sucesso: "Ei, você aí, me perdoe se eu estou chegando com muita força..." Força? Britney Spears vem mais intensa do que nunca. E as que concorrentes se cuidem pois 2011 será dela.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Artista Feminina da Década: Britney Spears X Beyoncé



Dos anos 9O pra cá, houve uma explosão gigantesca de novos artistas no mercado musical. Muitos foram os que duraram pouco tempo, somente alguns outros duraram mais, mas ainda menos são aqueles que se mantiveram no mercado fonográfico com um prestígio renomado desde então. Quando se pensa em artista feminina bem sucedida dos anos 9O - OO, dois nomes surgem imediatamente na cabeça: Britney Spears e Beyoncé Knowles. Duas grandes artistas, dois ícones pop, dois fenômenos musicais. Mas mesmo com todos os méritos arrecadados em suas carreiras, só uma delas pode ocupar o cargo de Maior Artista Feminina da Década. Muito se especula a respeito de qual delas realmente merece o título. Alguns afirmam que Beyoncé é quem deve ser nomeada com ele por toda sua enorme potência vocal, performances rebolativas e #'s 1 ao redor do mundo. Uma maioria esmagadora, no entanto, insiste que Britney é quem de fato ocupa o cargo, não somente pela sua peculiar reivenção da música pop em nossa geração, como também por seus estrondosos hits e sua habilidade única de entreter. Pra que cheguemos à uma conclusão, devemos analisar de perto os feitos que ambas obtiveram e no fim das contas, da forma mais imparcial possível, (sim, prometo que serei imparcial) congratular somente uma delas.


Quesito Nº 1: Carreira.

Britney Spears: Nascida em McComb, Mississipi; 29 anos; cantora, dançarina, compositora e eventualmente atriz americana; 12 anos de carreira; mais de 100 milhões de álbuns vendidos em todo mundo; 90 milhões de singles físicos vendidos, 281 prêmios ganhos (incluindo Grammy, MTV Music Awards, MTV Europe Music Awards, American Music Awards, Billboard Music Awards, NRJ Music Awards, Wolrd Music Awards, MTV Asia Awards, MTV Australia Awards, MTV Video Music Brasil, Teen Choice Awards, Nickelodeon Kids' Choice Awards, entre muitos outros); recebeu o título de Princesa do Pop por sua destacada atuação no gênero; a cantora que mais vendeu da década; é considerada a maior artista adolescente da história, foi a celebridade mais jovem a ganhar uma Estrela na cobiçada Calçada da Fama, aos 21 anos; única cantora a ter todos os seus álbuns de inéditas estreando no Top 5 da Billboard (5 em 1#, 1 em #2); única cantora a ter quatro álbuns estreando com debute de 500 mil cópias ou mais nos Estados Unidos de acordo com a Nielsen SoundScan; foi por nove anos consecutivos a celebridade mais buscada da internet; eleita o vigésimo maior ícone pop de todos os tempos pela revista People e pelo canal VH1; Nº1 da lista da BBC dos 1000 artistas mais populares do mundo em 2008; eleita a celebridade mais poderosa do mundo em 2002.




Beyoncé Knowles: Texana nativa de Houston; 29 anos; cantora, compositora, produtora, arranjadora vocal, atriz e dançarina; 13 anos de carreira; fez parte de um dos grupos femininos mais populares do mundo da música: as Destiny's Child, vendendo milhões de cópias ao redor do mundo com o grupo; vendeu cerca de 24 milhões de álbuns em carreira solo; ganhadora de dezenas de prêmios (incluindo a marca de incríveis 16 Grammy, MTV Music Awards, MTV Europe Music Awards, NRJ Music Awards, American Music Awards, Soul Train Music Awards, NRJ Music Awards, Wolrd Music Awards e mais); uma das artistas com maior número de singles no topo das paradas da última década; se tornou a única mulher a ganhar o prêmio de Melhor Artista Internacional no American Music Awards de 2007; eleita a mulher do ano em 2009.





Quesito Nº 2: Voz

Britney Spears: Sempre foi alvo de críticas em decorrência do constante uso do playback em suas apresentações. Se postas numa balança, as performances em que a cantora usou o recurso ganham disparadamente das que ela não o fez. Não possui uma habilidade vocal de destaque e costuma desafinar bastante quando canta ao vivo. Sua voz é suave e doce, classificada como Soprano Soubrette e possui um registro vocal de 3 oitavas (C3-C6). Tem como marca registrada o ato de cantar de forma sensual. (Ok! Com gemidos, vai).




Beyoncé Knowles: É dona de uma voz avassaladora. Quase nunca dubla em seus shows, nem mesmo quando a coreografia é pesada. Sempre foi muito elogiada por sua performance e habilidade vocal que fazem dela um verdadeiro ícone do R&B e Soul Music.





Quesito Nº 3: Dança e Presença de Palco

Britney Spears: Famosa por seu estilo único de dançar, foi pioneira na arte de mesclar passos inocentes com sensualidade explícita no pop adolescente. Sua dança é quase inteiramente composta por movimentos de street dance e coreografias bastante elaboradas. É considerada uma das maiores dançarinas de seu tempo. Sua presença de palco ardente é tão eficaz que sempre foi capaz de manter as atenções voltadas pra ela, mesmo quando fazia performances inteiramente dubladas.




Beyoncé Knowles: Parece não ter grande parte de sua estrutura óssea. Possui uma flexibilidade impressionante e é capaz de realizar movimentos incrivelmente sensuais com o mínimo esforço. Sua coreografia é caracterizada pela feminilidade e pelos movimentos de quadril. A presença de palco é uma das mais intensas já vistas na década e consegue conduzir uma apresentação com uma maestria inimaginável.






Quesito Nº4: Vida Pessoal

Britney Spears: Sempre teve sua vida vigiada por todo o mundo sob uma lente de aumento. Foi a rainha dos tablóides nessa década, sendo a mulher mais fotografada e mais presente nos jornais e revistas. Gerou especulações desde sua suposta virgindade no começo dos anos 2000 até os rumores acerca do uso de drogas e implante de silicone antes dos 20 anos. Até mesmo sua transição de menina para mulher foi acompanhada de perto por todo planeta, que mais uma vez a criticou por assumir um comportamento mais sexual de forma repentina. Sua carreira começou a degringolar em 2004, quando casou-se com o amigo de infância Jason Alexander em janeiro daquele ano numa cerimônia em Las Vegas. Os advogados da cantora entraram com uma ação judicial que anulava o matrimônio no dia seguinte fazendo com que ele durasse somente 55 horas. Britney se casou novamente em 2007 com o rapper Kevin Federline, com quem teve dois filhos. Eles se divorciaram algum tempo depois. Desolada com o evidente interesse único de Kevin em sua fortuna, resolveu recuperar o tempo que havia perdido no casamento em boates e clubes noturnos. Saiu e foi fotografada sem calcinha diversas vezes, exagerou nas doses de bebidas, teve um surto mental e raspou totalmente sua cabeça, agrediu um paparazzi com um guarda-chuva e foi internada em clínicas de reabilitação. Perdeu a guarda de seus filhos e uma noite enquanto eles a visitavam, trancou-se no quarto de sua mansão e negou-se a devolver os meninos ao pai - responsável pela custódia até então -. Foi retirada à força de lá amarrada em uma maca para ser internada e avaliada por psiquiatras. Havia rumores de que a cantora estaria sob efeito de drogas. Após a análise química, porém, concluiu-se que era bipolar e que estava sendo secretamente drogada pelo então atual namorado, Adnan Ghalib. Após esse conturbado período, retomou as rédeas e conseguiu colocar sua vida pessoal nos eixos. Participou de séries de televisão, lançou um álbum que foi sucesso em todo mundo, fez uma grande turnê mundial e recobrou a sanidade estável até hoje.




Beyoncé Knowles: Nunca teve problemas em lidar com a fama. A cantora texana sempre foi muito discreta e reservada quando se tratava de sua vida pessoal, guiando-a com uma maturidade incrivelmente rara pra uma jovem com menos de 30 anos. Mantém um duradouro e sólido relacionamento com o rapper Jay-Z há anos. Sua vida pessoal é e sempre foi muito bem separada de sua carreira pública, fazendo com que ela nunca estampasse jornais ou revistas por motivos além dos que envolvem seus trabalhos. O único deslize em sua carreira foi a briga judicial com as ex-integrantes e parcerias do grupo Destiny's Child, LeToya Luckett e LaTavia Roberson, contra seu pai e empresário Mathew Knowles no ano de 2000. Beyoncé admitiu ter sido publicamente atacada pela mídia, críticos e blogs, o que veio a agravar a situação e levar a cantora a um estágio grave de depressão com duração de quase dois anos. Uma vez mais, sua maturidade falou mais alto e ela negou-se a falar sobre a depressão pois o grupo havia acabado de receber seu 1º Grammy e ela temeu que as pessoas não o levasse mais a sério. A estratégia teve êxito e ela conseguiu sair ilesa desses episódios públicos, sem manchar sua vida pessoal.





Quesito Nº5: Fãs

Britney Spears: É considerada a maior artista adolescente já surgida no mercado. No começo da carreira, seu público abrangia pessoas das mais diversas faixas etárias. Os fãs estavam entre os 10 e 22 anos. Com sua repentina queda na carreira e evolução como artista, perdeu parte de seus seguidores mais novos. Com o álbum de 2007 "Blackout", conquistou as pistas de dança de todo o mundo ao flertar com a música eletrônica e ganhou uma renovada safra de fãs, que hoje são em sua maioria adolescentes de 16 anos até adultos com 30. A legião de fãs da cantora sempre foi famosa por defendê-la com unhas e dentes de qualquer difamação que surgisse. Se destacam por gastarem horas em mutirões pra que ela ganhe votações online e prêmios diversos e por não saírem do lado dela nem nos momentos mais difíceis de sua carreira, sempre levando muito apoio e admiração. São extremamente fieis e leais. O Brasil é um dos países com base mais sólida de fãs depois de seu país natal.




Beyoncé Knowles: Tem fãs de diversas idades espalhados por todo o mundo e inspira as pessoas por suas letras tocantes e bem compostas. Conquista cada vez mais seguidores sempre que emplaca um novo hit nas paradas de sucesso. Apresenta um contraste imenso na faixa etária de seus fãs, que vão desde os com 10 anos até os que possuem 40 ou mais. Sempre adorada por sua linda voz e passos de dança característicos.



Ao fim dessa superficial análise, o que temos são duas artistas marcantes, verdadeiras forças da natureza. Cada uma foi responsável por conquistar seu próprio espaço e desempenhar sua respectiva importância na música. Mas o título só pode ser dado à uma delas e o veredicto desse humilde crítico amador que vos fala é: De fato, sem a menor sombra de dúvidas, Britney Spears é a maior artista feminina da década. Beyoncé é uma artista estrondosa, completa, talentosa... mas ela não introduziu nada de novo no mercado da música. Ela simplesmente é muito boa no que faz. Britney, por outro lado, foi concebida num mercado onde as boys bands e all-female bands (incluindo a própria Beyoncé e as outras Destiny's Child) ditavam as regras da fórmula do sucesso. E então eis que uma adolescente loira de 17 anos surge vestida de colegial numa vibe lolita fatal com um refrão marcante e põe o mundo de pernas pro ar. Britney representa uma importância sem tamanho na cultura pop. Ela foi a grande pioneira do estilo que mais tarde seria seguido por Christina Aguilera, Jessica Simpson, Hillary Duff, Ashley Tisdale, Lady GaGa e tantas outras até hoje. Foi responsável por reiventar os passos de suas musas inspiradoras como Madonna e Janet Jackson em uma fórmula renovada e ainda sim bastante característica e única. É revolucionária! Ela mobilizou o mercado musical dessa última década como nenhuma outra artista foi capaz de fazer. Fez seu nome tornar-se uma marca, com vida e poder próprios, capazes de dizer bem mais do que todos os seus feitos já conquistados. Todas as garotas já quiseram ser Britney Spears, todos os garotos já quiseram ter a Britney Spears (Opa, eu ainda quero!). Ela é dona de um legado que não pode ser apagado por alguns altos e baixos. A fórmula do sucesso numa carreira pop bem sucedida? Não é preciso uma voz estrondosa que faça doer os tímpanos. O que é necessário é saber entreter, brilhar diante de seu público, ser icônica, polêmica, atrair os olhares só pelo fato de ouvirem seu nome. É vender milhões de cópias, criar clipes marcantes e fazer de sua própria carreira um marco na história da música mundial. É ser abençoada pela Rainha do Pop com um beijo em rede global, é dançar e cantar ao lado do Rei do Pop e ouvir da boca do mesmo que ele a ama e admira como artista. Britney Spears é o pop e o pop é Britney Spears. E eles jamais andarão separados. Nem nessa década e nem nas que virão.