quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Sessão Recomendo: The Good Wife



A recomendação de hoje se trata de uma das séries mais populares da atualidade. Criada pelo casal Robert e Michelle King (os mesmos de "In Justice"), "The Good Wife - Pelo Direito de Recomeçar" teve sua triunfal e arrebatadora estreia nos Estados Unidos pela CBS no dia 22 de setembro de 2009 e pouco tempo depois, já em 7 de outubro, foi decidido que a série teria uma temporada completa devido ao enorme sucesso, sendo estendida de 13 para 23 episódios.

O drama gira ao redor da vida de Alicia Florrick (Juliana Marguiles) ("ER"), uma bem sucedida advogada que volta a exercer seu cargo na firma "Stern, Lockhart & Gardner" para sustentar seus dois filhos após um enorme e propalado escândalo sexual e de corrupção envolvendo seu marido, o promotor Peter Florrick, que foi preso posteriormente.

A série é incrivelmente bem escrita, tendo inclusive a produção do mestre Ridley Scott ("Gladiador", "Alien, O Oitavo Passageiro", "Blade Runner - O Caçador de Andróides", "Thelma e Louise", "Falcão Negro em Perigo") e seu irmão Tony ("Dias de Trovão", "Déjà Vu", "Top Gun - Ases Indomáveis", "Incontrolável"). Outro destaque é o elenco. Eu acompanho séries americanas há bastante tempo e ainda fiquei muito surpreso em como pode haver tantas boas atuações no mesmo programa. Juliana Marguiles faz um ótimo trabalho na pele da protagonista da série, tornando quase impossível não se apaixonar pela profissional que interpreta e pelo enorme contraste entre a astúcia e fragilidade de Alicia. Christine Baranski ("Chicago", "Mamma Mia!", "The Big Bang Theory") interpreta magnificamente a advogada de defesa sênior Diane Lockhart, sócia de William Gardner (Josh Charles - outro trunfo da série, com uma sólida e convincente atuação) ("S.W.A.T.", "Sociedade dos Poetas Mortos") na renomada firma de advocacia de Chicago. Ele e Alicia foram colegas de faculdade e lutam para negligenciar a evidente atração que sentem um pelo outro desde então. Outro destaque é Kalinda Sharma (Archie Panjabi), investigadora particular da "Stern, Lockhart & Gardner" que já trabalhou com Peter Florrick mas foi demitida um tempo depois. Ela sempre tem uma fundamental participação na investigação dos casos e vai até o fim para que eles sejam desvendados. É astuta e praticamente invulnerável emocionalmente, o que lhe rende uma vantagem ímpar na realização de seu trabalho. Ainda falando em bons desempenhos, temos Cary Agos (Matt Czuchry) ("Tal Mãe, Tal Filha"), um advgado júnior recém-formado que se destaca pelo seu trabalho bem feito e precoce profissionalismo. Outro membro da firma é Derrick Bond, (Michael Ealy) ("+ Velozes + Furiosos", "Ladrões") um novo parceiro da firma que não chega a fazer feio, mas que é totalmente dispensável à série. Ele na verdade aparece mais tempo sentado em algum canto degustando uma dose de uísque numa pose sexy pra que seu sex appeal seja desesperadamente notado, do que apresenta alguma relevante participação para o desfecho da trama. O elenco ainda conta com nomes como Alan Cumming ("X2: X-Men United") e Chris North ("Sex And The City").

Me arrisco a dizer que "The Good Wife" é, na minha opinião, uma das melhores séries que já foram feitas. Seja pelos inusitados casos apresentados que te deixam envolvido de inúmeras formas, seja pela pitada de suspense implícito em cada sequência de cena ou ainda pela sutil dose de humor perspicaz presente a todo instante. O envolvimento com os personagens também é inegável, como toda boa tragédia que se preze. Outro ponto de destaque é a imperceptível familiarização involuntária com os termos legais, leis e outros elementos do Direito que se torna praticamente inata quando assistimos a mais de um episódio. Por esses motivos e muitos outros, "The Good Wife - Pelo Direito de Recomeçar" é um dos maiores êxitos dos últimos tempos na história das séries americanas e vale a pena ser conferida.

A série já foi indicada ao "Globo de Ouro" (Melhor Atriz em Série Dramática), "Sattelite Awards" (Melhor Série Dramática; Melhor Atriz em Série Dramática) e "Screen Actors Guild (SAG)" (Melhor Elenco de Série Dramática; Melhor Atriz em Série Dramática), ganhando nas categorias de "Melhor Atriz em Série Dramática" no Globo de Ouro e SAG, para Juliana Marguiles.

No Brasil, é transmitida pela "Universal Channel" desde novembro de 2009. O horário de exibição é às 22:00 horas nas quartas-feiras. Para conferir os horários alternativos das reprises, basta visitar o espaço da série no site do canal clicando aqui.


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Resumo Semanal: Desempenho Crítico

Como andam as avaliações dos filmes nos cinemas americanos?



Mais? http://www.rottentomatoes.com/

Tron - O Legado
Zé Colmeia - O Filme
As Crônicas de Nárnia...
O Lutador
Enrolados
O Turista
Cisne Negro
Como Você Sabe
Harry Potter e as Relíquias....
Incontrolável

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Sessão Recomendo: Janelle Monáe


Sabe aquela madrugada que você passa rodando os canais da televisão porque não encontra nada interessante pra assistir? Pois é, foi assim que eu descobri Janelle Monáe. Enquanto eu trocava os canais num ritmo frenético, algo me chamou a atenção quando passei pela Mtv: Vi uma mulher negra com uma aparência exótica trajando um terno preto, cantando e dançando de uma forma inusitada. Meu interesse pela sua música surgiu de forma instantânea! Mas afinal de contas, quem é Janelle Monáe? Monáe é uma cantora, compositora, bailarina e performer americana nascida em Kansas City, no estado do Kansas em 1981.

Começou a chamar a atenção dos produtores através da sua página no MySpace e assinou contrato em 2006 com a "Bad Boy Records", fundada pelo rapper Sean "Diddy" Combs (Conhecido como Sean, Diddy, P. Diddy, Puff Daddy, Puffy...)

Em 2008 lançou seu primeiro trabalho: O EP (Extended Play) "Metropolis: Suite I (The Chase)". O trabalho foi muito bem recebido pela crítica e rendeu a ela uma indicação ao Grammy de 2009 na categoria "Melhor Performance Urbana/Alternativa" pelo single "Many Moons".

No dia 18 de maio de 2010 lançou seu primeiro álbum de estúdio, intitulado "The ArchAndroid (Suites II and III)", onde incorpora elementos de afrofuturismo e ficção científica. O primeiro single do álbum, "Tightrope" tem a participação de Big Boi. O clipe se passa num sanatório onde dançar tornou-se proibido por causa de seus supostos efeitos subversivos e sua tendência a acarretar o uso das artes mágicas proibidas. Ler isso pode soar um pouco estranho, mas ao ver o clipe tudo faz sentido. Monaé e seus dançarinos fogem de uma espécie de grupo de sentinelas macabras que supervisionam o local em busca de manifestações de dança para que sejam evitadas e tudo seja mantido na perfeita "normalidade". Para driblar esses sentinelas, eles arriscam passos de dança muito bem elaborados e complexos, fazendo com que se tenha a impressão de realmente estarem usando de artifícios místicos. O link do vídeo: (http://www.youtube.com/watch?v=pwnefUaKCbc)

O clipe é muito interessante e acho impossível ser assistido somente uma vez. A música de Monáe também merece destaque pela sua rica influência da black music, os belíssimos arranjos compostos por trompetes e pela sua voz fascinante. E pra quem pensa que sua ótima performance fica restrita aos videoclipes, se engana! Experimente assisti-la
em alguma apresentação ao vivo, como a que fez no programa "Late Show" do David Letterman: http://www.youtube.com/watch?v=vMyc148Do_Q.

Janelle Monáe é a artista completa! Tem uma belíssima voz, reproduz passos de dança hipnotizantes, uma música com grande riqueza cultural e carisma e simpatia fora do comum. Num mundo repleto de Gagas e Ke$has, é reconfortante assistir a uma estrela que transborda tamanho diferencial e talento enquanto brilha sobre o palco. Ela esteve no Brasil em Janeiro desse ano para abrir alguns shows da lendária Amy Winehouse e, recentemente, foi confirmada como uma das atrações do dia Extra (29 de Setembro) do Rock In Rio, junto com Joss Stone, Ke$ha, Jamiroquai e Stevie Wonder.



sábado, 18 de dezembro de 2010

"Thor": O que devemos esperar?


Quando foi anunciado o projeto de criação de roteiro e pré-produção de uma versão pro cinema de "Thor", os fãs (seja da Marvel, Vingadores ou do próprio Deus Nórdico) enlouqueceram. Afinal, estamos numa era dourada pro cinema no que diz respeito a efeitos visuais, especiais, sonoros, fotografia e etc. Logo, alguns dos ingredientes essenciais pra que seja criada uma obra-prima cinematográfica já estão garantidos. E não somente isso! Thor é sem sombra de dúvidas um dos personagens mais adorados dos quadrinhos e um dos mais populares entre o grupo dos Vingadores. Possui uma história rica e um legado que merece ser imortalizado no cinema.

Recentemente foram divulgadas as primeiras imagens e o trailer oficial do longa (http://www.youtube.com/watch?v=aymaqCbaik4). Vamos ao elenco:

Chris Hemsworth (que viveu George Kirk na versão mais nova de "Star Trek") foi escalado pra ser Thor. Em relação à atuação eu não me preocuparia muito, visto que ele ficou em cena por menos de 10 minutos em "Star Trek" e mesmo assim conseguiu fazer um bom trabalho. No que diz respeito a aparência, a escolha também foi bem feita. O cara é loiro, tem olhos azuis, barba, traços nem tão nórdicos assim, mas nada que uma boa caracterização não resolva.



O grandioso Anthony Hopkins dará vida a Odin, maior dos deuses vikings, governante supremo de Asgard, pai de Loki e Thor e senhor de todas as magias. (Que fique claro que me refiro ao personagem criado por Stan Lee e não ao Deus mitológico nórdico em si). É evidente que Sir Anthony dispensa comentários acerca de sua lendária atuação e incrível habilidade de mutação em cena. Então eu só me preocuparia com ele na questão da aparência. Mesmo sabendo do que as caracterizações atuais são capazes, não acho que ele se assemelhe em nada com o personagem. E sim, ainda que ele faça um incrível trabalho em sua atuação, a semelhança deve ser importantíssima porque afinal estamos falando de uma adaptação.



Natalie Portman será Jane Foster. Uma enfermeira que trabalhava pro Dr. Donald Blake, identidade secreta de Thor (ainda não sei se será mantida na adaptação do cinema). Ela tem um papel fundamental como coadjuvante nas primeiras aventuras do Deus do Trovão. Nesse caso, a personagem não possui traços ou elementos tão relevantes e por isso poderia ser interpretada por qualquer atriz, mas fico feliz que minha atriz israelense preferida tenha sido escolhida pro papel.



Loki, o Deus nórdico da trapaça e da mentira e irmão de Thor será interpretado por Tom Hiddleston, conceituado ator de teatro britânico. Ainda não tive a oportunidade de vê-lo atuando, mas espero que ele o faça com maestria no filme pois Loki é um personagem misterioso, intrigante e fascinante que merece uma atuação competente e característica pra que remeta ao original.



Fechando o elenco principal, temos Jamie Alexander como Sif. É uma grande guerreira asgardiana e amante de Thor. A atriz é mais conhecida pelo seu papel como Jessi XX na série de televisão americana "Kyle XY". Particularmente, achei a escolha muito bem feita. Os traços de ambas são bastante parecidos e sua atuação na série jamais deixou a desejar. Tenho um bom palpite quanto ao seu desempenho no filme.



De acordo com informações divulgadas recentemente pela própria Marvel, o filme vai se desenrolar a partir das ações inconsequentes e imprudentes de Thor, que acabam por reacender uma guerra antiga. Como punição, Odin o manda à Terra e o força a viver entre os humanos. Aqui ele aprende o que é preciso para se tornar um verdadeiro guerreiro quando o maior vilão do seu mundo invade nosso planeta com as forças mais negras de Asgard.

E então chegamos a pergunta principal: O que podemos esperar de "Thor"? É uma grande produção com efeitos visuais de última geração, um elenco de qualidade a história daquele que é um dos maiores personagens Marvel. A adaptação tem basicamente tudo o que é preciso pra que seja bem sucedida, mas todos sabemos que nem só de efeitos épicos e bom elenco vivem um filme. Como fã assumido da Marvel, de HQ's e suas respectivas adaptações pro cinema, torço pra que o filme seja bem recebido pela crítica, apresente um roteiro fiel aos quadrinhos, mas acima de tudo que faça jus ao nome do Poderoso Thor.

O longa é dirigido por Kenneth Branagh (mais conhecido por interpretar Gilderoy Lockhart em "Harry Potter e a Câmara Secreta") e tem estreia prevista pro dia 20 de maio de 2011.


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

"Rotten Tomatoes"


Se você já leu alguma matéria aqui no blog pelo menos uma vez, já deve ter se perguntando o que raios é essa porcentagem dos filmes que eu sempre cito e o que seria esse tal de "Rotten Tomatoes".

Pois bem, pra quem não conhece e pretende ficar sempre acompanhando as novidades que eu posto por aqui, pensei em organizar um post bem pequeno só explicando a razão de tanto amor por esse site. Haha

"Rotten Tomatoes" é um site americano especializado em críticas, resumos, informações e novidades sobre filmes. Basicamente, ele junta os comentários dos maiores críticos do mundo e faz automaticamente uma parcial de acordo com a classificação atribuída. O nome, que seria "Tomates Estragados" em português, deriva do clichê histórico de se atirar tomates em artistas se uma apresentação for particularmente ruim. Os profissionais analisam roteiro, elenco, etc e chegam a um veredicto. Aí de acordo com a maioria das avaliações, o filme ganha um certificado: Se for ruim em qualquer aspecto e não agradar, ele ganha o selo de "Rotten" (estragado). Caso o filme seja razoável, bom ou muito bom, ele é certificado como "Fresh" (frescos). Pelo que eu me recordo, acima de 60 na porcentagem, a produção já é automaticamente classificada como "fresca" e aí o que muda é o número. Quanto mais alto, melhor é considerado o filme.

Muitos filmes já foram certificados como "frescos" e tiveram a porcentagem de incríveis 98, 99 e até mesmo 100%. São alguns dos maiores clássicos já produzidos: "Cidadão Kane" (1941, 100%), "Um Corpo Que Cai" (1958, 98%), "Nosferatu - Um Sinfonia de Horror" (1922, 98%), "Rainha Cristina" (1933, 100%), "O Poderoso Chefão" (1972, 100%), "Manhattan" (1979, 98%), "Toy Story 3" (2010, 99%), "Repulsa Ao Sexo" (1993, 100%) e tantos outros.

Claro que também há o oposto disso e aqueles filmes que foram um verdadeiro fracasso, conseguindo o certificado de "estragados" acompanhado por uma porcentagem incrivelmente baixa: "Beethoven 4" (2001, 0%) "O Pacto" (2006, 3%), "A Sétima Alma" (2010, 5%), "Mulher-Gato" (2004, 10%), "Elektra", (2005, 10%) e muito mais.

Mas apesar do site acertar em 98,9% das avaliações, sempre há aquela classificação injusta. Sou seguidor fiel e assíduo das críticas e considero vários filmes bons que não conseguiram sequer mais de 50%. Então é como eu digo: "Rotten Tomatoes" é uma bíblia cinematográfica virtual. Se quiser saber a reputação daquele filme em particular, você poderá ter uma minuciosa noção ao pesquisar nele, mas não deixe que só esse número fale por si.

Além do caráter crítico, também é possível que encontre informações completas sobre todos os filmes já feitos e inclusive aqueles que ainda estão sendo produzidos. Você pode descobrir o elenco antes mesmo de ser mundialmente divulgado se olhar a ficha técnica no site. Vale ressaltar que os filmes devem ser pesquisados com o título original - em inglês, na esmagadora maioria das vezes -.

Se interessou? Confere aí: http://www.rottentomatoes.com/

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Sessão Recomendo: Filho dos Livres


Há mais ou menos 1 ano, um amigo de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, me apresentou a uma banda local que ele dizia ser muito popular por lá. Ele me enviou algumas músicas e quando eu percebi, tava baixando outra, outra e outra. A banda (que na verdade é um duo) tá na estrada há cerca de 16 anos e é formada por Guga Borba e Guilherme Cruz. Segundo eles, o nome "Filho dos Livres" vem da ideia de desenvolverem um som que corresponda somente às suas próprias exigências no que diz respeito à qualidade musical, mas acima de tudo, que seja isento de rótulos e que apresente um compromisso em ser verdadeiro e livre.

Não sou profundo conhecedor (na verdade sou conhecedor nulo. Haha) da música pantaneira e por isso não sei até que ponto eles possuem semelhanças ou influências de outras bandas da região, mas assim que ouvi o som dos caras me apaixonei. Talvez o que mais tenha me chamado atenção tenham sido as letras. Sabe aquele tipo de canção que consegue representar todos os sentimentos que tão aflorando no seu peito naquele determinado momento da sua vida? Pois então, é essa sensação que eles despertam em você. São de uma simplicidade incrível, mas apresentam também conteúdo e significado sem tamanho. As melodias são igualmente agradáveis e o som deles é bastante característico. Depois de ouvir algumas faixas, torna-se impossível não reconhecer todas as outras só com a introdução. Em suma, as músicas (bastante românticas) são do tipo trilha sonora, que marcam sua vida de forma mais profunda e intensa que uma cicatriz.

E se você ficou interessado e não sabe por onde começar, recomendo as seguintes faixas: "Não Dá Pra Te Esquecer", "Meu Carnaval", "Três Mandamentos", "Alguém Como Você É" e "Vem Me Ver". (O solo de guitarra na introdução da última me deixa arrepiado até hoje quando ouço). E se tu quiser saber mais, segue aí o site dos caras: www.filhodoslivres.com.br,

O som do Filho dos Livres é de muita qualidade e considero lamentável que esteja tão restrito ao estado do Mato Grosso do Sul. É do tipo que merece transcender as fronteiras do estado e se tornar conhecido por todo o Brasil. Pura poesia campo-grandense.


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Sessão Recomendo: "Better With You"


Quando paramos pra pensar, analisamos as séries americanas que costumamos acompanhar na Tv a cabo ou através de downloads e achamos que não existem mais enredos a serem criados, eis que surge uma surpresa boa como essa. "Better With You" foi criada por Shana Goldberg-Meehan (mesma de "Friends" e "Joey") e é a mais nova atração da ABC. Teve sua estreia por lá no dia 22 de Setembro desse ano.

A série gira em torno do cotidiano de três diferentes casais com faixas etárias distintas ligados pela relação familiar que as três mulheres do grupo apresentam (duas irmãs e sua mãe). Mia e Maddie Putney, interpretadas respectivamente por Joanna Garcia (Reba, Privileged) e Jennifer Finnigan (Close To Home, The Dead Zone) são irmãs e filhas de Vicky Putney (Debra Jo Rupp) (That '70s Show, Friends). A irmã mais velha Maddie, namora Ben (Josh Cooke) há 9 anos e sua relação não evoluiu muito desde então. Mia, por outro lado, já está grávida e prestes a se casar com Casey (Jake Lacy), com quem namora há algumas semanas. A matriarca da família é casada há 35 anos com Joel Putney (Kurt Fuller) (Supernatural, Desperate Housewives) e mantém uma relação um tanto quanto conturbada com ele, já que enfrentam discussões e divergências constantes e mal se lembram que são casados.

O gancho da série é a forma como os três casais enfrentam de forma diferente os mesmos problemas em decorrência da sua diferença de idade, experiências e maturidade. Com um roteiro bem simples, mas ainda sim bastante eficiente, "Better With You" pode garantir ótimos momentos de entrenimento e boas gargalhadas. E quem sabe, ser o mais novo bem sucedido sitcom da ABC. No Brasil, é exibida às segundas-feiras, 20:30 da noite pela Warner Channel.

Concorre atualmente na categoria "Nova Série Favorita" no Peoples's Choice Award 2011.




segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Cantoras no cinema. E aí, dá certo?



Quando alguma cantora atinge o topo das paradas de sucesso, consegue emplacar diversos hits e entra em total ascenção, é comum que ela (e seus produtores, oi?) não se contentem mais com os êxitos obtidos no mundo musical. O gosto do sucesso fala mais alto e acaba as impulsionando em uma busca ilimitada para que seu nome se torne uma marca e gere cada vez mais lucro. Elas lançam grifes de roupas, acessórios, perfumes... Mas nenhuma desses áreas causa tanto impacto quando a aventura se dá nas telonas. Resolvi organizar uma seleção com alguns dois mais populares exemplos da transição do papel de cantora para a área da atuação.


Não é raro vermos cantoras aspirantes a atrizes migrarem entre a carreira musical e cinematográfica. O que é difícil de ser ver no entanto, são os casos em que a empreitada é bem sucedida. Quem não se lembra de quando Mariah Carey tentou a sorte como atriz em "Glitter", de 2001, dirigido por Vondie Curtis-Hall? O filme foi um verdadeiro fracasso de público e crítica (7% no Rotten Tomatoes) e só o que gerou foram terríveis comentários acerca do talento questionável de Mariah como atriz e o título de pior longa com uma cantora como protagonista. E não é pra menos. A história da sonhadora Billie Frank em tornar-se uma grande estrela foi tratada da forma mais clichê (e chata) possível. Ok, vamos fingir que a intenção de Mariah não era lançar um filme auto-biográfico, certo?




No ano seguinte, uma outra cantora bastante conhecida se aventurou nas telonas. Ficou-se sabendo que a Material Girl tinha um novo filme como seu mais recente projeto e tendo em vista o seu bom desempenho em filmes como "Evita" (1996, 61%) e "Procura-se Susan Desesperadamente" (1985, 87%), o que se podia esperar era mais um bom trabalho como atriz, certo? Errado! "Destino Insólito" teve a direção de seu então futuro marido Guy Ritchie e trouxe a história de uma socialite arrogante que fica presa em uma ilha no Mediterrâneo com um marinheiro comunista, cercada por um enredo chato e roteiro que parecia ter sido escrito por uma adolescente de 14 anos. O filme de Madonna foi também um enorme fiasco (5%) e levou sua carreira como atriz ao fundo do poço, além de lhe render alguns prêmios "Framboesa de Ouro".




Também em 2002, foi a vez de outro membro da realeza do pop lançar-se em direção ao universo do cinema. Na época, Britney Spears era o maior ícone da música. Seus projetos como cantora só lhe rendiam lucros e êxitos ao redor de todo o mundo. Seu nome já era garantia de movimentação monetária. Mas se a princesinha do Pop sabia como brilhar sobre os palcos, com certeza não levou essa habilidade pra sua atuação em "Crossroads - Amigas Para Sempre". Também com um roteiro um tanto pueril e imaturo, contava a história de uma menina do interior que estudava para cursar Medicina pra satisfazer a vontade de seu pai quando na verdade queria reencontrar a mãe depois de anos e fazer o que mais gostava: cantar. O filme também é centrado no reencontro de Lucy (Personagem de Spears) com duas amigas de infância depois de anos separadas numa longa viagem de carro. Sendo certificado com 17%, o filme também foi bastante criticado, bem como a atuação de Britney. Foi bastante assistido por todo o mundo, mas isso só se deu em decorrência da enorme popularidade da cantora tóxica.




Diferente de Britney que só se arriscou no cinema uma única vez, Beyoncé Knowles tem tentado emplacar sua carreira de atriz desde 2002 e acumula alguns fracassos cinematográficos desde então. Seja em "Austin Powers - O Homem do Membro de Ouro" (54%), "Resistindo às Tentações" (42%) ou "A Pantera Cor de Rosa" (22%), a performer rebolativa aparecia em cena com uma presença um tanto quanto morna - diferentemente do que acontece quando domina o palco e parece se quebrar em 3 ou 4 - e não desempenhava uma atuação sequer considerada "boa", mesmo quando interpretava aquele papel cujo tema mais estava familiarizada: o de cantora. A sorte de Beyoncé mudou quando estrelou o musical "Dreamgirls - Em Busca de um Sonho" (2006). Com um elenco recheado de astros e estrelas tais como Jamie Foxx, Eddie Murphy e Jennifer Hudson, o filme é baseado na criação da popular gravadora "Motown Records" e mostra a evolução do R&B entre as épocas do Soul, Funk e Disco Music. Foi muito bem elogiado e certificado com 78%. Beyoncé interpretou Deena Jones (cantora? de novo?) e conseguiu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Atiz em um Filme, Comédia ou Musical. Mas nem isso conseguiu poupá-la do fracasso que estava prestes a protagonizar alguns anos depois. Em 2009 lançou "Obsessiva" sob direção de Steve Shill. Teve crítica de 20% e uma avalanche de críticas negativas, fazendo com o filme sequer fosse divulgado.




Jennifer Lopez foi uma das cantoras mais populares das décadas de 90 e 00. Com seu tempero latino caliente, protagonizou dezenas de filmes em sua carreira - talvez a cantora que mais tenha flertado de forma paralela com o cinema -. Em decorrência de tantas tentativas, tem uma bagagem recheada de fracassos tais como "Assalto Sobre Trilhos"de 1995 (17%), "A Cela" de 2000 (46%), "Nunca Mais" de 2002 (22%), "Encontro de Amor" também de 2002 (39%), "Olhar de Anjo " de 2001 (33%), "O Casamento dos meus Sonhos" de 2001 (17%) e taaaa(....)aantos outros. Conseguiu estrelar poucos filmes considerados bem sucedidos, vide "Irresistível Paixão" de 1998 (93%) e FormiguinhaZ do mesmo ano (98%) e mais alguns. Jennifer Lopez pode não ser das melhores atrizes, mas quando se sente familiarizada ou interessada por algum papel ou roteiro, se joga de cabeça no projeto e dá o máximo de si para que o resultado seja bom. (Embora nem sempre ela consiga - risos).




Não posso falar de cantoras-atrizes sem citar Lindsay Lohan. A garota problema que tem se envolvido em uma série de escândalos com bebidas e substâncias químicas ilícitas não tem uma carreira de cantora muito sólida, mas compensa pelo seu lado como atriz. Começou ainda bem jovem na comédia "Operação Cupido" (1998, 79%) e desde então tem obtido boas críticas com filmes como "Sexta-Feira Muito Louca" (2003, 83%), "Meninas Malvadas" (2004, 83%) e "A Última Noite" (2006, 81%). Mas claro, ela é uma artista teen e sua busca por bons papéis também a trouxe alguns desastres críticos como "Sorte No Amor" (2006, 13%), "Herbie - Meu Fusca Turbinado" (2005, 42%) e alguns outros, mas ainda sim é considerada uma das mais bem sucedidas e promissoras celebridades de sua geração.




O mais recente exemplo é Christina Aguilera. A dona de uma das vozes mais marcantes da década coleciona bons elogios musicais, prêmios Grammy e grande números de vendas. Porém, sua carreira musical não anda tão bem quanto costumava: Seu mais recente álbum de estúdio "{Bi~ΟΠ~iC}" fracassou em todo o mundo depois de uma longa espera por um retorno triunfal. Os singles sequer foram tocados e fizeram com que Christina desistisse de sua divulgação depois de apenas 2 músicas de trabalho. Mas, segundo ela, todo seu foco está direcionado para o projeto no cinema "Burlesque". O filme estreou recentemente nos EUA e desde seu anúncio, tem causado grande expectativa. A história uma vez mais não é nada inovadora: É centrada numa jovem (Aguilera) que tenta escapar de seu passado vazio e se vê realizando performances numa moderna e exótica boate burlesca de Los Angeles. O longa traz a lendária e também atriz-cantora Cher, Stanley Tucci, Eric Dane, Kristen Bell e Dianna Agron no elenco. Conforme o filme vem sendo criticado e avaliado, sua porcentagem se encontra atualmente com 37%, causando mais uma decepção pra carreira de Christina. (Não posso opinar sobre ele pois ainda nem chegou ao Brasil. Mas assim que tiver assistido, vou organizar um post pra dizer o que achei.)




Seja cantando ou atuando, pra elas o céu é o limite! E ter seu nome imerso em um poço de críticas negativas para talvez conseguirem a chance de alavancar ainda mais um pouco sua carreira, é um preço que elas definitivamente estão dispostas a pagar.